Como comentei em um post atrás, eu ando completamente sem criatividade para postar aqui, na verdade, verdadeira estou com uma idéia, mas ainda estou escrevendo. Eis, que achei entre meus backups um texto muito antigo, que fala sobre tipos de homens. Eu escrevi este texto quando tinha uns 18/19 anos, portanto foi numa fase negra da minha vida, onde eu saía horrores, beijava muito e fazia tudo que uma adolescente devia fazer ahahah
Como sou do interior, lá é comum você encontrar muito os “ficantes” em qualquer festa, então muita coisa que falei, talvez não faça sentido para a maioria. Mas aí está. Tentei tirar um pouco do gauches e gírias internas, mas acho que dá pra entender.
p.s: este texto foi publicado no muleburra.com, não é plágio, é meu mesmo.
Estava analisando a distância interestelar que existe entre certos tipos de indivíduos desta raça que habita “socialmente” o nosso mundo, em simples palavras: Seres da espécie homo sapiens, do sexo masculino, conhecido também (dependendo da região) como: Homem, Guri, Piá, Rapaz, Moleque, Cara, Meu, Menino, Garoto, Veio, Mano, Pinta e outros tantos que no momento não consigo enumerar.
Quem nunca ouviu a frase “Homens são todos iguais, só muda o endereço”?
Será???? Resolvi então lançar um parâmetro de diferenciação dos seres desta espécie.
Depois de um longo período de estudos e de experiências de fundo e conhecimento empírico, milhões de dólares foram gastos para constatarmos que:
Existem os homens pegáveis, que tem como característica principal a “orelha”, isto resulta daquela velha expressão “TENDO ORELHA”--. Trocando em miúdos um homem pegável é um homem qualquer, ou seja, você só vai dar uns beijos mesmo e amanhã já nem conhece mais. Conhecido popularmente como “pega e larga”. P.S: Como para toda regra existe uma exceção: sem dente, fedorento, funkeiro ou mendigo não são considerados homens em nossa pesquisa.
O habitat natural desse tipo é qualquer lugar, sendo que a concentração massante desta raça é na nossa amada e querida, idolatrada, salve salve noiteeeee, onde todos os gatos são pardos, ou nem todos...
Depois do estágio “pegável”, vem o Ficável. Não sei se vcs sabem, mas há uma diferença dantesca entre pegar e ficar. O ficável nada mais é do que uma conseqüência evolutiva da espécie do pegável. Consiste em: Você olha, gosta, pega, ouve o papinho, consegue trocar mais de 5 palavras numa seqüência lógica e inteligível com o individuo, isso já é uma grande coisa, então você faz aqueeeeellleeee esforço e fica a noite toda com ele. Cuidado, também existe o falso ficável. Ele não vai querer ficar a noite toda contigo, o que o faz automaticamente regredir para a espécie dos pegáveis.
Devido a complexidade para encontrar um nome para espécie a seguir, criamos uma sigla GFMDUV, ou EF, para os leigos no assunto em pauta trata-se do nosso conhecido Guri Ficável Mais De Uma Vez ou ainda o Esquema Fixo.
Sabe aquele cara que você ficou na semana passada e na retrasada? Que vai ficar semana que vem? É... aquele mesmo que você costuma “ficar” nas festas e outros eventos sociais.
Ele se comporta de maneira agradável, tem um papo legal e é parceiro, o que o torna completamente diferente das espécies anteriores. O segredo está no prazer de estar na cia deste ser. Esta espécie ainda pode evoluir para um EFAF.
A diferença básica está no fato de que o EFAF vai te ligar, mandar msg, te procurar fora a festa, portanto ele é conhecido como Esquema Fixo Além Festa. Com ele você pode ir ao cinema, jantares com os amigos, passeios diurnos, entre tantas outras opções que reservam a cia do seu EFAF.
Namorado. Está espécie deu um duplo twist esticado nos níveis da cadeia evolutiva e caiu de paraquedas na sua vida. Óóóo namorado!! Ora bom, ora um pé no saco, e pq? Pura e simplesmente pq ele tem um título que lhe da o “direito” de cobrar algumas coisas, como: fidelidade, carinho, atenção, disponibilidade, sinceridade, confiança e tantas outras “ades” e “ides” que são inerentes a todo ser humano com relacionamento fixo. Tirando os contras e falando dos prós, este ser também será aquele que lhe mandará flores, que vai gostar de você, que vai te apoiar nos bons e maus momentos. Mas, por favor, muito cuidado para não cair no conto do vigário. Acordem e lembrem-se: Não existe homem perfeito, são todos farinhas do mesmo saco. O mesmo ser que te apóia e te manda flores, um dia vai ficar com aquela loira filha da puta que já deu pra todo mundo, tenha sempre os pés no chão, contos de fadas não existem mais.
Terminamos nossa diferenciação dos homens que podem ocupar um estado “civil” em nossas vidas, não vamos falar em casamento pq daí já iremos longe demais e nosso orçamento não cobriu esta parte da pesquisa, afinal verba da ONU é para ser gasta, não abusada.
Agora vamos falar dos “tipinhos” que encontramos por ai, dessa vez a pesquisa buscou verbetes extraídos do Latim.
Homus Ocupantis di moitus – “Aquele que não caga e nem desocupa a moita”
Vive de conversinha, mas nunca esquecendo de cair fora na hora certa. Fica ao seu redor, o que acaba impedindo a aproximação de seres de outras espécies.
Homus Nem Ti Vejus – Aquele tipo de cara que você fica na festa, pega, mas pelo qual você jamais se abalaria a esticar a mão e pegar o telefone para marcar uma saída com ele.
Homus Eventualis – Aquele que você só “pega” em ocasiões especiais, leia-se Micareta (que eu não freqüento), Carnaval, Oktober Fest, etc, onde a “licença poética é maior” e o estado etílico fala mais alto.
Homus Acidentalis – Aquele que você só beija depois de ter beijado um copo de wisky, vodka, cerveja, bacardi, energético, capirinha, vinho ou qualquer outra substancia química que te leva a um estágio na qual sua capacidade de discernimento fica completamente limitada e a sua capacidade de tolerância a padrões de beleza inferiores fica completamente dilatada.
Homus Objetus – É objeto de desejo da vaca que você odeia ou inimigo (amigo) de alguém que você momentaneamente deseja atingir.
Fui clara ou preciso desenhar???
Enfim...
Bom mesmo é o LOBO MAU, que te vê melhor... te ouve melhor e ainda TE COME.